Shawãdawa Rapé - Poder

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Um rapé energizante bom para o trabalho físico.

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Shawãdawa Rapé - Poder

Shawãdawa Rapé Power é preparado sob o poder da lua cheia com tabaco natural, cinza de Tsunu e um medicamento tradicional Shawãdawa chamado Rawaputu. Eles usam o rapé Rawaputu contra dores de cabeça, gripe, insónia, distúrbios mentais e cansaço. Os Shawãdawa também o usam para dar força para pescar, caçar e trabalhar no campo plantando. Esse rapé Shawãdawa pode ser usado diariamente e não precisa de dieta especial. Ele dá força e energia - um remédio para manter-se firme.

Mais sobre Rapé

O rapé é um rapé xamânico, geralmente feito com tabaco e encontrado em toda a Amazónia. A medicina e o xamanismo tradicionais da Amazónia utilizam-no como erva medicinal e como instrumento de viagem xamânica.

O rapé indígena contém geralmente tabaco e cinzas especiais. Pode conter uma série de ervas e plantas diferentes. Estas são utilizadas para dar sabor e, por vezes, pelas suas alegadas propriedades medicinais. Além disso, a força do tabaco utilizado pode variar consoante a mistura!

O rapé é geralmente administrado por um xamã, através de um cachimbo chamado tepi. O xamã sopra pequenas quantidades de rapé pelas narinas, uma após a outra. O efeito pode ser poderoso e imediato!

Também se pode tomar rapé sozinho, utilizando um tubo especial chamado kuripe. No entanto, perde-se a experiência e o conhecimento do xamã, que também pode dar orientação e cura energética.

Grupos culturais distintos utilizam o Raoé de formas diferentes. Consagram-no por si só pelo seu poder transformador ou para reforçar o poder de outras plantas medicinais. Por vezes, utilizam-no de forma recreativa como estimulante para dar energia para o trabalho físico. Tem várias alegadas propriedades medicinais. A sua capacidade de provocar a purga significa que tem a reputação de limpar as toxinas do corpo. Os homens das tribos vêem-na como um reforço da imunidade natural.

Utilizar com respeito e cuidado; é um produto do tabaco e pode criar hábitos!

A Arara Shawãdawa

Assim como os demais grupos indígenas do Acre, os Arara Shawãdawa sofreram os efeitos das incursões do sistema de produção seringalista nas últimas décadas do século XIX. Foram explorados, expropriados e limitados em sua reprodução física e cultural. Nos últimos anos, estão revertendo esse processo, por meio da revalidação de sua língua e tradições, além de reivindicar seus direitos territoriais junto ao Estado brasileiro.

A designação Arara foi atribuída ao grupo durante o contato, quando começaram as primeiras explorações do Alto Juruá, no século XIX. Os Arara se autodenominavam Shawãdawa.

O contato com agentes da frente de expansão da borracha afetou a relação do grupo com sua língua materna. Hoje são poucos os falantes da língua Arara. Por terem sido historicamente ridicularizados e discriminados quando falavam sua própria língua, os Arara deixaram de transmitir a língua para seus descendentes, criando uma geração mais jovem educada apenas em português. No entanto, desde o início da década de 1990, os Arara vêm tentando "resgatar" sua própria língua.

Captura

Para capturar os Arara para a mão de obra, os "patrões" patrocinaram várias incursões, utilizando alguns dos antigos (ancestrais) Arara como agentes do processo de inserção do grupo nas atividades econômicas nos seringais. Esses antigos são uma forte presença na memória Arara, e são referências para a identidade do grupo e do território que sempre ocuparam

Depois de recuperar parte de seu território novamente, muitas famílias que viviam espalhadas pelos seringais ao longo dos rios Liberdade e Baje preferiram abandonar o trabalho e ir morar com seus parentes na reserva, ou próximo a ela.

Tradição

Hoje, os mais velhos são os "guardiões da memória Arara" e tentam, na medida do possível, transmiti-la aos seus descendentes. Percebe-se o interesse dos mais jovens em aprender os mitos e rituais que os Arara praticavam intensamente no passado. Hoje em dia, eles praticam os rituais sem regularidade. Nem por isso estão ausentes. O ritual do mariri, ou a "injeção do sapo", e o sinbu, os Shawãdawa ainda praticam. O primeiro é uma dança indígena também presente em outros grupos Pano. Agora a praticam principalmente como forma de manter a coesão do grupo, enfatizando a identidade Arara. São os mais velhos, que ainda dominam a língua, que cantam e ensinam os mais jovens durante o ritual.

Ayahuasca

O ritual do sinbu (cipó/ayahuasca) que os Arara ainda praticam. A maioria do grupo participa, em algum momento, de um ou outro desses rituais. No entanto, alguns Arara não ingerem mais o sinbu, mesmo que tenham feito uso dele em algum momento. Antes de começarem a trabalhar nos seringais, os Arara tomavam sinbu regularmente, às vezes como cura, quando o pajé tomava a bebida e procurava tirar os males do paciente e trazê-lo de volta à saúde. Segundo um dos Arara:

"O meu falecido pai era um xamã. Quando alguém ficava doente, digamos que estava a arder com febre, ou com outra doença, quando via que ia morrer, o meu pai bebia. Tomava-o e começava a cantar para aquela doença, porque a pessoa tinha aquela doença, ele cantava. Quando via que estava a melhorar, dizia que estava a melhorar. Quando via que não ia melhorar, que ia morrer, o meu pai dizia-lhe que não ia escapar"

Kambo

Outro ritual caraterístico dos grupos Pano, que os Arara praticam, é o que visa recuperar a sorte do caçador. Quando o caçador está sem sorte, os Arara preparam o ritual da "injeção do sapo" para recuperar as qualidades essenciais do caçador: pontaria, visão, audição e sorte.

Apanham uma rã do campo e, com um anzol, extraem-lhe o "leite" que cobre o corpo. O leite que sai da cabeça da rã serve apenas para o rapé que aplicam nos cães dos caçadores. Depois queimam dois ou três pequenos pontos circulares na pele do caçador com um cigarro, ou com uma braca, para introduzir o leite da rã. Uma pequena quantidade de leite é suficiente para provocar vómitos e evacuações. Isso também é estimulado pelo consumo em grande escala de caissuma, uma bebida feita de mandioca fermentada, antes da injeção. No dia seguinte, o caçador estará pronto para continuar suas atividades de caça com muito mais habilidade e eficiência.

De acordo com Arara Chico Cazuza:

"A injeção é feita quando uma pessoa está fraca. Quando sobe estas encostas, a que nós aqui chamamos terra. Quando deixamos de subir, ficamos com aquele zumbido na cabeça e as pernas ficam fracas. Então tomamos o leite de rã, a injeção para nos fazer melhorar. Isso limpa tudo, o que estamos a sentir, ficamos melhor. Mas também temos de tomar um pouco de outras coisas para limpar o estômago, para provocar o vómito. Na hora que a gente toma a injeção, que põe o leite de rã em cima, que discorda de tudo que a gente tem na cabeça, aí esquenta tudo. Os ouvidos esquentam, tem aquele zumbido, não dá pra aguentar, porque é isso que é o ponto fraco." (Chico Cazuza, 17/02/2000, Raimundo do Vale).

Shawãdawa Rapé

Outro ritual utilizado pelos Arara para ajudar o caçador é o uso do rapé:

"A pessoa raspa o pó do osso de um veado, ou de um porco, da tíbia do veado e do porco raspa-se o osso da coxa, junta-se o pó, depois raspa-se também o leite de rã, põe-se numa tábua, depois raspa-se a mistura e assa-se com um pouco de tabaco. Assim se faz o rapé. Tomar o rapé assim é melhor do que tomar a injeção. A gente cheira". (Chico Cazuza, 17/02/2000, Raimundo do Vale).

Borrar

A defumação com a erva Tipi é outro ritual praticado pelos Arara. Também tem como objetivo melhorar as qualidades do caçador. Melhorar as suas capacidades e as do seu cão. Um dos caçadores Arara explicou:

"Tipi é para borrar, quando a pessoa tem dificuldades, ela é borrada. Com pelo de veado e de porco. Põe-se ao sol para secar. Faz-se muito cedo de manhã para se poder ir para a floresta caçar. Faz-se a defumação e depois vai-se à caça. Faz-se isso três vezes. Podes fazê-lo esta manhã, na quinta-feira, depois na quinta-feira seguinte outra defumação e depois na seguinte. Faz três vezes". (Chico Cazuza, 17/02/2000, Raimundo do Vale).

O tempo dos mitos

Os rituais acima mencionados vêm de um tempo mítico, sem uma data precisa. Um dos Arara mais velhos, referindo-se à injeção de sapo, disse

"...isto é desde o princípio do mundo. A vacina do sapo é boa para quem tem as pernas cansadas ou para quem quer engordar. Para ir à caça, é muito boa. Para a dor de cabeça é muito boa. Uma pessoa que dorme muito, toma a vacina da rã, fica melhor. Eu já tomei muita vacina de rã". (João Martins, 10/03/2000, Cruzeiro do Sul).

Sobretudo os mais velhos contam os mitos de Arara. Alguns dos jovens começaram a aprendê-los e a repeti-los também. Contam os mitos na língua Arara ou em português. Como em praticamente todas as narrativas míticas, as versões que contam variam, mas não a estrutura do mito. A narração do mito da origem dos Arara é bastante longa e, dependendo do narrador, pode sofrer algumas alterações na forma de contar.

Mito de origem Arara

Em resumo, os principais elementos do mito são os seguintes: há uma aldeia com várias crianças e, perto da terra cultivada, há uma árvore Sumaúma na qual vive um gavião. Quase todos os dias esse gavião sai para caçar e trazer comida para seu filhote. Quando a caça fica escassa, ele começa a pegar as crianças índias. Ele come todas elas, menos uma.

Então, um homem da aldeia decide matar o falcão antes que ele acabe com os índios. Depois de muita dificuldade, ele consegue matar a ave. Constrói uma escada para chegar ao ninho, e coloca as penas dentro de um cesto. Uma noite, esse cesto começa a fazer um barulho, que o caboclo acha que são baratas comendo as penas.

No dia seguinte, abre o cesto e não há baratas, apenas penas. Depois de várias noites a ouvir o barulho, e de verificar o cesto de manhã sem encontrar o que poderia estar a fazer o barulho, um dia, quando o barulho se repete, todas as tribos Pano saem do cesto a cantar de felicidade, cada uma delas dizendo o seu nome: Shawãdawa, Yawanawa, Kaxinawa, Xaranawa, Duwanawa, Poyanawa e outros. É interessante notar que na cosmologia Arara eles, assim como os demais grupos Pano, devem ter se originado das penas de um mesmo gavião. Daí também é possível inferir uma proximidade sociocultural e linguística.

Fonte: https://pib.socioambiental.org/en/Povo:Arara_Shaw%C3%A3dawa

Informações adicionais

Peso N/A
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10gr., 20gr., 50gr., 250gr., 500gr., 0,17oz (5gr.), 0,35oz (10gr.), 0,70oz (20gr.), 1,7oz(50gr.)

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